Notas do tempo

Caixa de sapatos virtual

Essa pele chamada vida I

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Crédito da imagem: Bianca de Moura Pasetto (Bianca Kramer) 

As coisas seguem em uma espiral infinita, onde sigo em passos lentos, tão lentos que me pergunto se estou parada, vendo as cenas se repetirem vezes e vezes.
Calculando o tempo em timeline de rede social, circulou o vídeo de uma cobra presa na sua pele, mordendo o próprio rabo. Um oroboro. A cobra lutava para furar o seu couro já velho e solto, para enfim seguir em sua nova pele. Presa, rastejando em círculos, nesta pele chamada vida.

[Presa, rastejando em círculos, nesta pele chamada vida]

Presa na minha pele chamada vida.
Sinto um cansaço infinito sobre o quanto as coisas dão errado, sistematicamente e repetidamente. Mas é só cansaço, as vontades de terminar com tudo de uma vez ficaram para trás, lembranças muito distantes e já sem detalhes vívidos.
Ok, às vezes penso em me jogar no arroio Dilúvio e terminar com esta bagaça toda. Mas isto não deixa de ser um alívio cômico (ou tragi-cômico?), em especial quando realmente quase vou parar dentro do arroio ao pedalar à noite na Ipiranga e não perceber que a ciclovia acabou.
To rastejando em círculos nesta pele-vida. Não consigo mudar o ponto de vista. Paro, fecho os olhos e tento mudar a perspectiva: ao menos o couro velho já foi solto.
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Publicado em 25 de agosto de 2016 por em Aleatórios, Como se faz uma pessoa?, Porto Alegre, Sem categoria.
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